quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mães Admiraveis - Maria



Você já ouviu falar exaustivamente sobre ela: cantam para ela, se ajoelham, carregam… e de uma certa maneira isso provocou um desgaste de imagem.
Eu, enquanto escrevia, fiquei aqui pensando se realmente as pessoas conseguem enxergar a mulher por detrás da imagem que lhe deram.( sou totalmente contra a adoração de imagens)
Por que Deus escolheu Maria? O que ela tinha de tão especial, diferente, irresistível? Vamos lá descobrir…
Depois de um período longo de silêncio, Ele envia o anjo Gabriel a uma pequena cidade e muda toda a rotina de uma adolescente que se preparava para realizar o sonho de toda mulher – se casar. Se você analisa a situação, percebe que José estava muito próximo de faze-la sua esposa, tanto que o anjo trata de avisá-lo rapidamente. E aqui os planos mudam…
Maria: como definir a mãe do Rei dos Reis, responsável por gerar, proteger, alimentar, educar, repreender, incentivar, cuidar…enfim, tudo que uma mãe faz, mas fazendo pelo Salvador, o Messias, o Filho de Deus.
O diálogo com Gabriel diz muita coisa, mas o que resume tudo é uma palavra – agradável!
Deus encontrou entre toda sua criação uma menina que com seus poucos mais de 13 anos não “se achava” (humildade), não se preocupou em perder seu noivo e seu casamento (não foi egoísta), sua única pergunta revela que ela só queria saber “como” sucederia (fé inteligente) e depois que o anjo esclareceu essa inquietude, ela se colocou inteiramente a disposição (obediência). Ela creu na palavra que se cumpriria nela. Sem dúvida, sem medo, sem insegurança nem blá blá blá, ou preocupação com os que os demais vão pensar, e agora José?, ou vou ser o comentário do ano. Não: ela sabia o valor que tinha.
Acredito que tudo isso bastaria para ser uma exceção, mas vamos lá, porque tem mais: Depressa, ela vai atravessar as montanhas da Judéia (já grávida!) para se encontrar com Isabel, e depois, perto dos dias de dar a luz, viaja com seu marido sem nenhum conforto ou hotel reservado. Ela que poderia estar cheia de exigências e não me toques, demostra o que é fazer a diferença – não se ouve uma reclamação ou cobrança da parte dela. Sinceramente, eu já fiquei grávida, e muito chata…parabéns Maria ☺.
Ela acompanhou Jesus por todo seu ministério, estava aos pés da cruz e também continuou com os discípulos depois da morte e ascensão de Jesus, juntamente com seus filhos (e era mãe de família numerosa!). Ela não somente creu, mas permaneceu. Ela não se maravilhava, mas atesourava o que ouvia ao longo dos anos que conviveu com Jesus, e aprendeu a separar o sentimento (Lucas 2:35) da fé. Ela seguia ao Senhor Jesus, não ao seu filho.
Através Dele nosso Único Mediador, todas podemos ser Marias. Ele nos vê da mesma forma que viu a ela, com todas as qualidades, virtudes e valores necessários para gerar filhos para Deus, começando por nós mesmas (João 1:12).

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