quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Odiar de graça

Volta e meia recebo comentários de pessoas que me odiavam, mas com o passar do tempo passaram a me amar. Ao mesmo tempo que fico feliz pela sinceridade e por agora ter menos uma ‘inimiga sem razão’ no mundo, a pergunta que não quer se calar é: Que tipo de ódio é esse que se cria por pessoas que nem se conhece pessoalmente?
Sabe amiga, a primeira coisa que vem à minha mente é o que o Senhor Jesus disse a respeito de nossos inimigos:
“Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.” Mateus 5:44
Aquela vontade de se defender, de questionar as razões da pessoa, e guardar uma mágoa vem e volta pelo mesmo caminho que veio toda vez. Eu oro pelos que me perseguem e funciona mesmo. Inclusive, já vi resultados na mesma semana.
Uma pessoa me xingou aos montes , e na hora doeu ouvir aquilo, mas fiz o que aprendi com o meu Senhor. Dois dias depois, a mesma pessoa veio  pedindo mil desculpas. É claro que nem sempre recebo desculpas, mas é de meu conhecimento que muitas pessoas que um dia me odiaram, hoje me amam, e tenho certeza que é justamente por praticar esse mandamento tão eficaz.


 

João 12: Fogo, lenha e dinheiro


Já no início do capítulo, Jesus volta novamente à Betânia, cidade onde os eventos do capítulo anterior aconteceram. No final do onze, depois de ressuscitar Lázaro e gerar outra comoção na cidade, Ele se retirou para Efraim, região central e montanhosa de Israel, de difícil acesso, aproximadamente 40 quilômetros ao norte de Jerusalém. Ficou lá por um tempo com Seus discípulos, visto que os líderes judeus a essa altura já estavam planejando Sua morte e andavam a Sua procura.
O que observei foi que essa atitude de Jesus era um padrão. Ele vinha e causava algum alvoroço (mesmo se fosse sem querer); quando as coisas esquentavam e os judeus tentavam lhe prender ou matar, Ele se retirava para algum lugar distante e deixava as coisas esfriarem por um tempo. Claro, enquanto isso seguia trabalhando. Depois, voltava novamente. Mesmo aqui neste capítulo, O vemos fazendo isso (v. 36).
É importante às vezes “nos retirarmos” do meio da agitação para recobrarmos nossas forças, ajustarmos nosso foco, planejarmos nosso próximo passo. Poderíamos chamar esse padrão de “cortar lenha, queimar lenha”. Há hora de afiar o machado e cortar lenha. E há hora de fazer uma fogueira. Depois do fogo baixar, precisamos cortar mais lenha… E assim, tanto o cortar lenha quanto o queimar lenha nos aquece. É o exercício da inteligência e da fé, da prudência e da ação.
Em sua vida agora, é hora de cortar lenha ou acender o fogo?
Um outro evento digno de comentário foi a reação de Judas à atitude de Maria em “desperdiçar” aquele caríssimo perfume aos pés de Jesus. Trezentas moedas de prata equivaliam a trezentos dias de trabalho de um trabalhador comum. No valor do atual salário mínimo no Brasil, isso seria R$ 9.245 — ou $4.195 dólares.
Note que Judas, mais tarde, venderia o Senhor Jesus por apenas dez por cento desse valor, ou trinta moedas de prata. Esse era o valor de Jesus para ele. Não é de surpreender que tenha ficado horrorizado com a oferta de Maria.
O tema de dinheiro e ofertas sempre será um divisor de pessoas e opiniões. Isso porque poucas coisas mexem mais com o ser humano do que o dinheiro.
Para uns, dízimos e ofertas são um absurdo, um roubo, uma exploração, um desperdício. Para outros, são dignas expressões de fé, gratidão e amor pelas bênçãos impagáveis de Deus.
As pessoas do tipo Judas estão sempre pensando o que poderiam fazer com X de dinheiro para si. As pessoas do tipo Maria estão sempre pensando o que mais poderiam dar a Jesus para significar a entrega pessoal.
Assim como o dinheiro foi o laço e o fim de Judas, também o tem sido para muita gente.
Por outro lado, para outros, o desprender das coisas materiais tem sido o começo de uma nova vida.

João 11: Raiva em vez de tristeza

 

Jesus aproveita a doença e morte de Lázaro para mostrar Sua superioridade sobre ambas. Perceba a demora proposital de Jesus para atender o chamado de Marta e Maria para vir socorrer o irmão enfermo. Às vezes não entendemos por que as respostas às nossas orações são demoradas ou nunca chegam como queremos. Mas os que confiam na sabedoria e no plano maior de Deus, sempre recebem a melhor resposta.

Jesus teve uma reação um tanto estranha nos versículos 33 e 38 ao deparar-se com a morte de Lázaro, suas irmãs e os judeus que ali choravam. Diz que Jesus “moveu-se muito em espírito e perturbou-se”. O original grego usa uma palavra muito forte para descrever isso, enebrimēsato, que tem o sentido de “repreender fortemente, ficar bravo, com raiva no espírito”.
O sentimento que você normalmente espera ter ao ouvir que alguém muito querido morreu é de tristeza. Mas Jesus ficou bravo, com raiva, perturbado com aquilo tudo. Por quê?
Algumas razões incluem:
  • A incredulidade das irmãs, mesmo Ele tendo dito para elas que se cressem, veriam a glória de Deus
  • A reação emotiva de todos, chorando, derrotados diante da morte, ainda que estavam diante do Autor da Vida e não O reconheciam
  • Os comentários dos judeus que questionavam se Jesus realmente amava Lázaro, visto que “não fez nada por ele”
  • A raiva que sentiu ao ver o estado caído, fraco e impotente das pessoas diante da doença e da morte, ambas consequências do pecado humano
Por isso, com raiva santa, Jesus logo avançou com convicção e veemência para ressuscitar Lázaro, mostrando assim Sua supremacia sobre a morte.
É claro que tudo aquilo foi um grande ensinamento deixado para nós. Temos também de ter raiva no espírito contra toda incredulidade, sentimentalismo que nos enfraquece, dúvidas de Deus, e do pecado que nos mata aos poucos e no final nos lança no inferno. Temos de crer totalmente no Autor da Vida e vencer tudo isso.
Ainda hoje, não há solução para a morte e inúmeras doenças que afligem a humanidade. Mas como Jesus disse:
Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Boca de sabão



“Eu vou lavar a sua boca com sabão!” – foi a ameaça que eu escutei na primeira vez que ousei falar um palavrão na minha vida. Em poucos segundos eu senti aquela sensação de ardor, a mesma de quando caia shampoo nos meus olhos, e aquele gosto amargo horrível queimando minha garganta.
Nunca me esqueci daquela ameaça ☹.kkkkkkkkkkkkkkkkk
Claro que muitas vezes, quando ficava nervosa por alguma coisa – principalmente quando meu Irmãome fazia a vida impossível – vinha uma vontade danada de gritar alguma coisa feia, mas nesses momentos, imediatamente vinha a minha cabeça aquela frase da minha mãe, e isso brecava a minha língua.
Sinceramente, creio que se fossemos usar este método hoje em dia, a bolsa de valores das indústrias de sabão subiria rapidinho! Uii, faltaria sabão suficiente para tanta boca suja.
Mas deixando o sabão de lado, e analisando a minha própria história, na verdade o problema não estava fora, como muitas vezes pensamos – “ah, é porque meu filhinho escuta aquelas pestes dos amiguinhos da escola falando palavrão e repete!” Ou… “Ihhh, tadinha, ela escutou isso na música e nem sabe o que está falando.” Serve de algo ficar tentando limpar a barra, quando na verdade o problema já está dentro?
É, essa era a verdade a meu respeito: o palavrão estava ali, dentro de mim, só ficava reprimido, bem escondido por medo do sabão.
O certo é que diante de várias circunstâncias os seus ensinamentos poder servir de “freio” para certas atitudes erradas, mas hoje vejo a importância de instruir os nossos filhos sobre o por quê de cada reação que eles têm, diante de determinadas situações – uma maneira de fazê-los enfrentarem suas próprias emoções.
Para que isso seja possível, você como mãe precisa estar atenta. A maioria das vezes os filhos não se deixam conhecer assim, de mão beijada. Você precisa se interessar, insistir, vasculhar, e nessa batalha incansável acabará encontrando uma maneira de irromper no mundo deles. Eles abrirão uma pequena fresta (uma palavra, um olhar, um suspiro), e essa será a hora exata de ajuda-los a entender todo esse turbilhão de sentimentos que acumulam, mas não expressam.
Para que essa hora chegue, você precisa estar presente…e sem uma barra de “sabão de quadro” na mão ☺.

João 10: Mais burro que um jumento



O objetivo principal de Jesus neste capítulo é ensinar as pessoas a distinguirem entre os verdadeiros representantes de Deus e os falsos, bem como os verdadeiros e falsos seguidores de Deus. Ele usa a analogia do relacionamento entre o pastor e ovelhas para ilustrar isso.

Os fariseus, que estavam ali ouvindo aquele discurso com o povo, se julgavam os verdadeiros representantes de Deus na terra. Queriam que o povo rejeitasse Jesus como um impostor. Jesus então abriu os olhos do povo e o ensinou como detectar e separar o verdadeiro do falso:

Verdadeiro pastorFalso pastor
Entra pela porta, pois tem direito e autoridade, não tem nada a esconderEntra pela janela, como ladrão, por conta própria, e sem ser convidado
Quem é da verdade, reconhece sua vozQuem é incauto ou gosta da mentira, prefere sua voz
Quem é de Deus o segueQuem é de Deus foge dele
Vai na frente das pessoas, defendendo-as e lutando por elasQuando a situação não lhe é favorável, abandona as pessoas
Só quer o bem das pessoas, sacrifica-se para que elas tenham vida completaSó quer os bens, o dinheiro das pessoas, não hesita em sacrificá-las por si mesmo
Dá a vida pelas pessoasEstá mais preocupado com a própria vida

Hoje mais que nunca, com tantos autonomeados pastores, apóstolos, bispos, missionários, evangelistas, ministros disso e daquilo por aí, precisamos desse discernimento. Quem é quem? Quem se apontou e quem foi apontado por Deus? Como separar os bandidos dos mocinhos? A lista acima, dada pelo próprio Senhor Jesus, nos dá a dica.
Mas note também que a única razão por que falsos líderes existem é a existência de falsos seguidores.
Jesus disse claramente que quem é ovelha d’Ele, conhece Sua voz e O segue — mas estranha a voz do bandido e foge dele. Como o próprio Deus disse em Isaías 1.3:
O boi conhece o seu dono, e o jumento sabe onde o seu dono põe o seu alimento, mas o meu povo não sabe nada, o povo de Israel não entende coisa nenhuma.
Até os animais conhecem seus donos, mas as pessoas não reconhecem a Deus. Hoje em dia até o smartphone reconhece a voz e as digitais do dono. Parece que máquinas e animais tornaram-se mais inteligentes que o ser humano.
Você tem fugido dos falsos? Tem obedecido a voz do Verdadeiro Pastor?

João 9: Jesus, o encrenqueiro



Ainda fresco do confronto do capítulo anterior, lá vai Jesus arrumar encrenca com os fariseus de novo. Decide novamente curar alguém no sábado. Nem as ameaças de morte O intimidaram. Esse é o Jesus em quem eu creio! Valente, corajoso, destemido e encrenqueiro (para os religiosos). Ele veio para abalar o status quo.

É impossível você conhecer o verdadeiro Jesus e não ter os alicerces de suas crenças e tradições abalados.
Mas a história da cura do cego começa com uma pergunta estúpida dos discípulos. “Quem pecou, ele ou os pais para que nascesse cego?” Estúpida porque como poderia o homem pecar antes de nascer?
Perceba aqui que a pergunta também se originou de crenças religiosas. Não são as religiões que gostam de culpar os pecados das pessoas pelos seus problemas e assim sentenciá-las a sofrer por castigo, sem solução? Quem leu desde o capítulo um até aqui e ainda não entendeu isso, entenda de uma vez: a religião emburrece, a fé em Jesus abre a mente.
Vemos ainda outra aberração da religião neste capítulo: a submissão dos pais do cego aos religiosos, por medo de serem expulsos da sinagoga. Nem a cura do próprio filho superou o cabresto que a religião havia posto sobre eles. Ô praga! Assim são muitos que vivem escravizados pelas religiões deste mundo. Eles sim, são cegos.
Mas é muito bom ver a progressão de fé daquele cego. Ele começou sem nem saber quem era Jesus, e mesmo assim foi curado. Isso prova que não é preciso conhecer a Deus para receber um milagre. Basta crer e obedecer. Milagre recebido não quer dizer salvação recebida.
Daí, quando interrogado pelos fariseus sobre quem ele achava que era Jesus, o cego respondeu: “É um profeta.” Concluiu isso pois sabia que era alguém de Deus, que fazia o bem. Muitos também creem que Jesus foi apenas um bom mestre, um profeta como outros, que ensinou muitas coisas boas. Mas essa crença não é suficiente.
Por isso Jesus foi atrás do cego, depois deste ter sido promovido com a expulsão da sinagoga, e Se revelou a ele como o Salvador. E o cego então, prontamente, se ajoelhou e creu n’Ele. Foi salvo.
Esta é a progressão de fé que você também precisa ter. Talvez você nem saiba quem é Jesus. Talvez já ouviu falar e sabe que Ele foi alguém muito bom. Mas você ainda não se ajoelhou para Ele, não creu que Ele é quem diz ser.
Esse ajoelhar é muito mais que literal. Significa viver sua vida em submissão total a Ele, e passar a viver a fé inteligente todos os dias.
Você crê?

E meus olhos se abriram (mais uma vez)…

Toda Noite, gosto de olhar para imensidão do céu, pensando na grandeza de Deus e na minha pequenez. Só que sábado, essa minha visão mudou completamente, ao invés de me sentir menor ainda com todas aquelas comparações de planetas, vi uma coisa que nunca tinha visto antes…
Deus criou tudo aquilo para mim e para você!
Não foi à toa que Ele nos colocou num planeta que não era o menor nem o maior, mais um simples planeta no meio de tantos outros. Deus não trabalha mediante o tamanho ou o visual.
Vejamos como Ele fez para que pudéssemos ser salvos. Ele enviou o Seu Filho Jesus para nascer de uma simples mulher e crescer numa família comum, de um povo não muito expressivo na época. Foi por isso que os fariseus e as autoridades na época não conseguiam enxergá-Lo, porque esperavam que o Messias fosse vir de maneira grandiosa e teria uma grande expressão. Deus veio, passou no meio deles, e não O enxergaram porque queriam tamanho, visibilidade, expressão. Assim como tanta gente gosta de ver para crer… investem em diplomas, estudos, livros, sabedoria humana, e para quê, se não conseguem nem enxergar o que está bem debaixo do próprio nariz?
Ora, que magnífico isso, não?! Deus não vê como o homem vê. Isso quer dizer que toda essa maravilha que vemos ao nosso redor, a natureza e tudo mais, é menor do que para quem ela foi criada! Somos mais magníficos e importantes do que tudo que existe na face da Terra!!! Tanto é que Deus fez o que fez por nós – não pela natureza! E digo mais, se sem o Espírito dEle já éramos tão importantes ao ponto de Ele vir à Terra e Se sacrificar por nós, imagine agora com o Seu Espírito em nós!!!
Minha visão mudou completamente . Não sou tão pequenininha e insignificante como pensava… Sou dona disso tudo que meus olhos veem pela fé. Sou uma embaixatriz do Reino de Deus aqui e tudo isso está sujeito ao Reino a que pertenço.
Sábios são aqueles que investem nessa fé, pois têm acesso a tudo que ninguém tem, e mais: uma eternidade gloriosa!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Colega vs amiga

Não adianta reclamar por não ter amiga de verdade se não souber ser uma. Mas afinal, o que é ser uma amiga de verdade? É de extrema importância saber o que é ser amiga para então poder ter uma amiga.
Existem várias maneiras de descrever uma verdadeira amiga e uma simples colega, mas eu já acho que dá para resumir numa só frase:
A amiga verdadeira só lhe faz bem.
Já a colega não. Ela pode até lhe fazer bem de vez em quando, mas não sempre. Isso quer dizer que se você nem sempre faz bem às outras pessoas, você provavelmente é uma simples colega. Duro isso, não? Pois é, essa é uma realidade que muitas não querem assumir. Gostam da ideia de ter amigas e se consideram amigas, mas veja só o repertório que aparece de vez em quando, naqueles dias mais difíceis, quando as circunstâncias estão cada vez piores:
  • Fofocam
  • Criam contendas entre amigas
  • Invejam
  • Criticam
  • Falam mal
  • Gostam de ver a infelicidade das outras
  • Não gostam de ver ninguém se sobressair
  • São incapazes de elogiar
  • Egoístas
  • Não são compreensivas
O Senhor Jesus é um verdadeiro Amigo, e se aprendemos como Ele lida conosco, aprendemos a ser uma verdadeira amiga. Veja se Ele já fez qualquer coisa desta lista acima com alguém.
As minhas amigas verdadeiras me fazem bem. Elas oram por mim, me ensinam, de vez em quando me repreendem, me elogiam, e adoram me ver feliz. Como é bom tê-las em nossas vidas! As horas passam tão rápido quando estamos juntas…
Já as minhas colegas são totalmente indiferentes ao que acontece comigo. Elas não se importam se eu preciso aprender, e também não são de me elogiar, inclusive algumas adoram me criticar. Colegas conseguem ser desagradáveis. Só mesmo devido à nossa educação e bom testemunho é que aguentamos ficar na presença delas.
Um bom sinal de que alguém lhe considera amiga é quando ela confia ao ponto de se abrir com você. Se você for uma verdadeira amiga, não vai usar isso contra ela; pelo contrário, vai ajudá-la e, através disso, confirmar ainda mais a sua amizade. Agora se você se abre com ela e ela não se abre com você, é porque ela não a vê como uma amiga ainda – não a julgue por isso, simplesmente trabalhe para conquistá-la.

João 8: Tratamento de choque

 

Aqui vemos uma das discussões mais quentes entre Jesus e os religiosos judeus. Algumas das palavras “suaves” que Ele usou em referência a eles incluíram “escravos do pecado”, “assassinos”, “filhos do diabo”, “não são de Deus”, “são daqui de baixo”, “vão morrer sem perdão de seus pecados” e “mentirosos”. Não foi à toa que no fim do capítulo, os religiosos pegaram em pedras para matar Jesus.

Por que Jesus foi tão duro com eles?
Ele mesmo deu a razão: “A verdade vos libertará.” Aqueles religiosos nunca ouviram aquelas palavras. Ninguém jamais teve coragem de falar o que eles precisavam ouvir. Eles estavam cheios de si mesmos, convencidos de sua santidade por causa da religiosidade que praticavam. Estavam tão cegos quanto um morcego. Por isso precisavam de um tratamento de choque. Ou acordavam ou morriam de uma vez.
Você já foi duramente confrontado pela verdade? Algum dia a verdade já lhe machucou? Foi difícil ouvir aquelas palavras? O que você fez? Mudou ou atacou quem lhe disse a verdade?
Quem gosta de mentira é filho do diabo. Ele sim é mestre em agradar os ouvidos das pessoas, fazendo-as sentirem muito bem consigo mesmas enquanto cegamente caminham para o inferno.
Jesus coloca todos nós em xeque com estas verdades:
  • Se vivemos no pecado, somos escravos dele
  • Se não aceitamos Jesus como quem Ele diz ser, morreremos sem perdão de pecados, v. 24 (atenção religiosos e incrédulos que consideram Jesus apenas um profeta ou bom mestre)
  • Quem mente é filho do diabo, bem como todos os que fazem o que o diabo faz (nem todos são filhos de Deus, afinal)
  • Ou você é de Deus ou do diabo, não há terceira opção
  • Ou você é do mundo de cima ou do mundo daqui de baixo
Pode ficar com raiva, se quiser. A verdade está dita.

João 7: Se não dá na Judeia, vamos para a Galileia

Você deve ter percebido aqui que os próprios irmãos de Jesus não criam n’Ele; que o povo ainda estava bem dividido sobre quem Ele era, se o Messias ou um maluco qualquer; que Ele, tendo dito no capítulo anterior que era o Pão da vida, agora diz que também tem a água viva, o Espírito Santo, para quem crer n’Ele; e que os líderes religiosos estão cada vez mais irados com Ele.

Mas não é nesses pontos que eu quero focar.
Uma coisa nos chama a atenção à maneira como o Senhor Jesus lidou com a ameaça de morte que recebeu dos judeus no capítulo 5. Lembre-se, Ele curou um homem no sábado e por isso foi acusado de desobedecer a Lei de Moisés. E por isso o capítulo 7 já começa dizendo:
Depois disso, Jesus começou a andar pela Galileia; Ele não queria andar pela Judeia, pois os líderes judeus dali estavam querendo matá-lO.
Observe que apesar da ameaça, e de não poder andar livremente pela Judeia, Jesus não se escondeu em Nazaré, nem se fechou em um quarto com medo ou depressão. Antes, “começou a andar pela Galileia”. Continuou fazendo o Seu trabalho onde podia, como podia, para quem queria.
Quando nós não podemos fazer o que queremos e onde queremos, devemos fazer o que podemos, como e onde podemos.
Você deve ter percebido também que três vezes neste capítulo é mencionado que a “hora não é chegada”, ou seja, Jesus sabia que tudo tinha sua hora.
Mesmo assim, se não era hora de uma coisa, então era hora de outra — mas nunca hora de não fazer nada.
Precisamos desse discernimento. Precisamos saber fazer o que o agora nos permite, enquanto aguardamos o que só o depois nos permitirá.
É hora de você fazer o que, aí agora, onde está, com o que tem? Se não pode fazer o que gostaria, o que você PODE fazer?

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quem quer ser Gisele?

Já presenciei várias pessoas vendo nossa top brasileira estampada na capa de uma revista, dizendo: “Número 1 do mundo? Afff… Ela nem é bonita…” E daí em diante era um tal de enumerar defeitos que dava uma lista imensa. Uma pena que seja mais fácil desdenhar o sucesso dos outros do que correr atrás do seu próprio… Tsc, tsc, tsc…
Por outro lado, também já ouvi gente dizendo: “Essa Bündchen nasceu virada pra lua. Vai ter sorte assim lá longe!”
Pois é, uns 8 outros 80… Mas o que quero convidá-la a refletir esta semana é: Como ser a número 1 na sua carreira.
Para isso, vamos de Gisele. Aí na foto ela está estilo “Dona Florinda” bem no comecinho da carreira, quando saiu de Horizontina, uma cidadezinha no interior do Rio Grande do Sul, se preparando para a capa da revista Capricho, em 1994. Uma bebê de 14 aninhos!
Logo depois, foi morar no Japão sem falar japonês nem inglês. Sua maneira de se comunicar com fotógrafos, produtores e bookers (profissionais que fecham trabalhos para as modelos) era seu corpo. A brasileirinha que não falava nada tinha que ser melhor que muitas modelos mais velhas e mais experientes para conseguir trabalhos e poder comer o seu sushi… Teve que vencer a idade, o fato de estar longe de casa, da família, dos amigos, da comida da mamãe e de seu idioma. Ela teve que crescer e amadurecer sozinha.
Aos 16 se mudou para Nova York ainda sem saber inglês direito, mesmo assim, não se abateu. Para quem não sabe, Gisele foi muito criticada no início da carreira por não ter o tipo de beleza que se esperava de uma modelo. Mas em vez de choramingar e dizer que a vida é um mar de injustiças, ela se fez de surda e foi em frente.
Se você visse essa mocinha na foto abaixo, sem maquiagem, andando pela rua, talvez nem reparasse nela, não é verdade?



Será que quando as pessoas olham para você também passam adiante e não dão a mínima? E será que em vez de você seguir em frente na sua fé você se abate pelo olhar desdenhoso dos outros? É pra se pensar…
Os anos se passaram e, com muito trabalho, horas em frente ao espelho criando um vasto e original repertório de poses e malhando muito para manter a forma, ela chegou ao topo. Daí Gisele ficou satisfeita e voltou para Horizontina… Opa! Nada disso! Gisele queria mais. Ela gostou de estar no topo e então, resolveu se manter lá.
Talvez manter-se no topo seja ainda mais difícil do que chegar lá. É preciso se empenhar ainda mais.
Mais que superar outras modelos que, ano após ano vão ingressando nesse mercado tão competitivo, Gisele tinha que superar a si mesma. Ela era a número 1 e precisava ser melhor do que a própria número 1! Era preciso bater seus próprios recordes.
Veja que beleza a foto abaixo e analise cada detalhe:



Para manter a forma e ganhar leveza e mobilidade, Gisele faz Kung Fu. Veja que abertura de pernas incrível e repare na delicadeza do pé esquerdo no chão. Parece que ela faz isso sem o menor esforço. Sem falar na expressão forte do rosto e na composição dos braços. Perfeita! Você acha que isso é para qualquer uma? Conheço modelos que não se alimentam direito e fumam tanto que mal sabem fazer um 4 com as pernas…
Mas não é só o Kung Fu, tem também yoga, para garantir elasticidade e força.


Observem o detalhe da mão direita, o pescoço alongado, a forma geométrica que ela faz com o braço e perna esquerda. Demais!
Todo esse empenho nos treinos lhe deu o domínio de corpo que a foto abaixo exige.



Consegue perceber que ela não está apoiando o pé na cela? A mão que segura as rédeas está relaxada, a expressão do rosto tranquila e ela parece fazer parte do cavalo. Um luxo!
Mas olha ela aí embaixo, ralando pra cuidar da forma física mesmo grávida! E você achando que vida de modelo era só glamour!!


O que quero dizer com tudo isso é: meninas, não existe outra forma de chegar ao topo naquilo que você faz sem muito TRABALHO, muito ESFORÇO e muuuuuuito SACRIFÍCIO.
Se você precisa perder horas de sono para fazer uma faculdade, faça. Se precisa ler horas a fio, leia. Se tem que treinar incansavelmente para conseguir se aperfeiçoar em algo, treine. Faça tudo o que estiver ao seu alcance e não espere por ninguém, nem mesmo por Deus, pois Deus só fará por você aquilo que você não pode fazer.
E lembre-se:
O único lugar em que SUCESSO vem antes de TRABALHO é no dicionário.

Meu Malvado Favorito 2

 


Deixe-me começar dizendo que eu AMEI esse segundo filme ainda mais do que o primeiro!

É tão tão tão engraçado!!! Eu acho que um post não seria suficiente para descrever o quão divertido foi assistir esse filme.

Pra dizer a verdade, eu chorei de tanto rir. Duas vezes!

Tem duas cenas nesse filme que são simplesmente demais. Eu estava rindo tanto que não conseguia nem ficar com os olhos abertos. Me senti como uma criancinha!

Então, antes de eu dizer qualquer outra coisa, vou dizer o seguinte:

ASSISTA ESSE FILME! Leve seus filhos, convide o marido, vá com os seus amigos. Você não vai se arrepender!

Mas antes você deveria assistir o primeiro. Vai fazer mais sentido e você vai ver como o segundo realmente completa o primeiro ;)

E a mensagem é simplesmente muito boa. Falou muito comigo...

O primeiro filme mostra a importância de se ter uma família e valoriza-la.

Este segundo reforça essa ideia trazendo um ponto ainda mais forte e que algumas pessoas parecem não dar a mínima importância.

Se você conhece um pouquinho da história, você sabe que o Gru (o personagem principal) adota três menininhas, a Margo, a Edith e a Agnes, mudando assim o seu mundo pra sempre. Agora elas têm algo que antes somente sonhavam em ter: Um lar de verdade e um pai. Alguém que as ama, cuida delas e estará sempre com elas.

Então agora elas são felizes não é verdade? Elas têm tudo que queriam. Uma família.

É mesmo?

Deixa eu te mostrar uma conversa que aconteceu no filme que me fez pensar duas vezes a respeito disso.

A Agnes, a mais novinha das meninas (e a mais fofa também) está tendo muita dificuldade em ensaiar para uma peça de teatro da escola. A peça é sobre as mães (para o dia das mães eu acho) e ela simplesmente não consegue falar as frases de uma maneira natural. Toda vez que tenta, acaba parecendo um robô. Então aqui vem seu pai ao seu resgate. A conversa é mais ou menos assim:

< Eu não consigo!
<Você vai ter que continuar tentando Agnes.
<Eu acho que nem deveria participar da peça de teatro.
<Por que não?
Eu nem tenho uma mãe...
Bem... então por que você não usa a sua imaginação?
Como assim? Você está dizendo que eu devo fingir que tenho uma mãe?
Exatamente! Você acha que consegue?
< Sim! Eu faço isso o tempo todo...

 
 
Você consegue ver o que eu vejo nessa conversa?

Ela fala com você tão forte como fala comigo?

O que ela te diz?

João 6: Esse Jesus é um pão!

A palavra-chave deste capítulo é “pão”. Ela aparece aqui 19 vezes. O episódio começa com a fome das pessoas que se reuniram em um lugar remoto para ouvir Jesus. Chama a atenção a maneira como Ele testou os discípulos antes da multiplicação do pães:

“Onde vamos comprar comida para toda esta gente?” Ele sabia muito bem o que ia fazer, mas disse isso para ver qual seria a resposta de Filipe.
João 6.5,6
Deus sempre sabe muito bem o que vai fazer. Todos os dias de nossa vida já são do conhecimento d’Ele. Seus planos a nosso respeito são sempre bons. Porém, muitas vezes Ele “deixa a coisa rolar” para ver qual será a nossa resposta, a nossa reação. É aí que muitos perdem a fé, se desesperam, tentam resolver as coisas com as próprias mãos.
Filipe foi logo pegando a calculadora e fazendo contas. Cinco mil homens, mais mulheres e crianças… Nem 10 mil reais daria para todo mundo comer.
André já foi mais proativo. Achou um rapaz que tinha cinco pães e dois peixes mas logo apontou que aquilo não era nada para a multidão.
Filipe representa as pessoas calculistas, que querem provas de tudo para crerem. Foi este mesmo Filipe que três anos depois de já andar com Jesus, Lhe pediu: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.” E Jesus lhe respondeu com surpresa: “Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não Me conhece? Quem Me vê vê também o Pai. Por que é que você diz: ‘Mostre-nos o Pai’?” (João 14.8,9)
Essas pessoas custam muito a crer porque são mais atidas ao que podem ver, entender e tocar. Passam a vida ouvindo falar de Deus mas não O conhecem.
André representa as pessoas que até creem, mas com limites. Enxergam mais o tamanho do problema do que o poder de Deus.
Às vezes somos Filipe, às vezes André.
Às vezes somos a multidão faminta que só busca Jesus quando está com fome. Às vezes somos como os judeus que mesmo depois de comerem do pão que Jesus ofereceu, O abandonaram quando Ele os chamou para um compromisso maior, para fazer d’Ele o alimento diário para suas vidas.
Abra os seus olhos. Olhe além do que é físico. Confie em Deus no meio da necessidade. Reaja bem nos momentos de prova. Entregue a Ele tudo o que você tem.
Quem comer desse Pão, nunca terá falta de nada — e ainda ganhará a vida eterna de quebra.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Descobri os culpados!

Apesar de o Brasil estar crescendo em algumas áreas, ainda estamos muito aquém do que deveríamos. E quem diz isso são as pesquisas.
Somos vítimas das mais variadas injustiças, dos mais variados absurdos e, muitas vezes, ficamos sem saber para onde correr, a quem recorrer e o que fazer para mudar essa situação. Buscamos culpados, pessoas que possam nos explicar porque nosso país está do jeito que está.

Mas nós descobrimos de quem é a culpa por toda essa bagunça!
Confira a lista negra dos culpados:
  • Quem não quer trabalhar honestamente
  • Quem não quer estudar
  • Quem reclama de segunda-feira
  • Quem só pensa em feriado
  • Quem faz “gato” de ligação elétrica
  • Quem dá cheque sem fundo
  • Quem só fala de futebol
  • Quem só ouve música imoral
  • Quem só quer levar vantagem
  • Quem ensina palavrão pra criança
  • Quem ama ser sustentado pelo Bolsa-Família
  • Quem arruma atestado médico para vagabundar
  • Quem enrola no trabalho
  • Quem abusa do poder (que tem ou que acha que tem) para diminuir os outros
  • Quem dá troco errado
  • Quem não quer levantar cedo
  • Quem compra carteira de motorista
  • Quem não vota com consciência
  • Quem oferece suborno
  • Quem aceita suborno
  • Quem mente para conseguir benefícios
  • Quem arma ciladas até para os amigos para se dar bem
  • Quem elogia para fazer falsa amizade
  • Quem vandaliza patrimônio público
  • Quem não valoriza professor
  • Pai que dá tudo de mão-beijada para o filho
  • Mãe que põe a filha num pedestal
  • Filhos que não respeitam os pais
  • Netos que não têm paciência com os avôs
  • Homem que bate em mulher
  • Mulher que não se dá o respeito
Uma consciência culpada não necessita de acusador. (Provérbio Tcheco)

O mundo gira e as pessoas enlouquecem



Se você se propõe a fazer alguma coisa bem feita, já vai perceber que o mundo está de cabeça para baixo! Vejo isso no meu dia a dia toda vez que alguém diz coisas do tipo:
“Pra que você fica se sacrificando tanto para ser organizada?”
“Pra que arrumar a cama como se estivesse no exército? Você vai desarrumar de novo à noite!”
“Pra quê uma geladeira arrumada assim? Você deve ter TOC…”
“Você sabe de cor todos os seus gastos do mês? Você não é normal…”
“Nossa, o seu guarda-roupas é dividido por cor… Tenho medo de você…”
“Por que se preocupar em ser pontual desse jeito? Eu nunca chego na hora, ninguém chega mesmo!”
Veja que cada uma dessas frases (que eu não inventei, mas ouvi mesmo), tem uma conotação negativa de coisas que, na verdade, são positivas. Afinal, será que ter uma casa arrumada, ser organizada e pontual e ter as contas em dia é ser maluca?
As pessoas ultimamente estão se dando o direito de serem bagunçadas, desorganizadas e descomprometidas com o certo. Porém, quando o assunto é se divertir, elas dão tudo de si:
“Vou dançar a noite inteira.”
“Vou fazer de tudo para ir naquela festa!”
“Vou beber até cair.”
“Vou comprar aquela bolsa nem que eu gaste todo meu salário nela!”
As pessoas se entregam 100% quando se refere a “benefícios imediatos”. Elas querem satisfazer os seus desejos a todo custo, mesmo que estes desejos as façam ser cada vez mais vazias e perdidas. Daí quando você diz que não come um monster-burguer-bacon, com meio quilo de batata frita, mais meio litro de refrigerante, você é chata! Engraçado…
É chato fazer dieta, mas ninguém quer engordar.
É chato cuidar do dinheiro, mas todo mundo reclama por estar endividado.
É chato ser pontual, mas ninguém quer esperar pelo outro.
É chato acordar cedo, mas todo mundo reclama que não tem tempo pra nada.
Ninguém quer se antecipar, mas reclama que está sempre atrasado.
E, para piorar, as pessoas tendem a falar do errado com um certo glamour.
“Eu não sei nem fritar um ovo e nem quero aprender…”
“Quando meu chefe não está, eu enrolo mesmo!”
“Detesto arrumar a casa.”
Pense bem: não é uma vergonha dizer que não trabalha se não tiver alguém vigiando? Não é uma vergonha dizer que não gosta de arrumar a casa? Eu fico imaginando como será a casa de uma pessoa que afirma com toda satisfação que “não arruma a casa mesmo e pronto!”. Desculpem a franqueza, mas quando me falam isso, eu imagino que a pessoa vive num chiqueiro. E pior: adora rolar na lama!
Amiga, não ligue se as pessoas lhe criticam quando você resolve fazer o que é certo. No fundo, elas gostariam de fazer o certo, mas não têm força de vontade o suficiente para isso. No fundo, elas gostariam de fazer o que você faz, mas como não fazem, a saída é criticar você.
Seja firme. Faça o certo e não ligue para as críticas

Olhe ao seu redor – e esqueça o que você vê

 
Meditando hoje a respeito de Josué e Calebe (Josué 14), Deus falou comigo: “SE VOCÊ VAI ME SEGUIR, NÃO ESPERE UMA MULTIDÃO.”
Quando estamos determinados a seguir a fé que Deus tem colocado nos nossos corações, quase sempre vamos olhar ao nosso redor e ver pessoas que estão em uma outra dimensão – uma de dúvida, mesmice, acomodação e indiferença. Nós nos perguntamos por que eles não ouviram a voz de Deus como nós ouvimos.
Bem, Josué e Calebe foram dois em dois milhões. Entre dois milhões de pessoas, só aqueles dois homens ouviram a voz de Deus. O resto escolheu ouvir outra coisa.
Então, lembre-se, às vezes você tem que olhar ao seu redor mas esquecer O QUE e QUEM você vê. Simplesmente siga em frente.

João 5: Filho de quem?

Aqui Jesus já começa a criar encrenca com os líderes religiosos por ter curado um homem no sábado. Não porque Ele estava fazendo algo errado, mas porque os religiosos viviam totalmente fora do entendimento de Deus. E por isso, não entendiam Jesus nem o que Ele fazia.

Neste capítulo Jesus tenta explicar Seu relacionamento com o Pai:
Ele afirmava que Deus era o Seu próprio Pai,
fazendo-Se assim igual a Deus. João 5.18
Este era um conceito estranho para os religiosos judeus. Até aqui, o único que havia se igualado a Deus era o próprio Lúcifer. “Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14.14) Lúcifer, porém, o fez por orgulho, sem nenhum direito para tal. Já o Senhor Jesus, falava a pura verdade — Ele realmente era igual ao Pai, a ponto de representá-lO fielmente.
Há quem se diga filho de Deus mas o faz por orgulho, tradição ou ignorância. E há os que verdadeiramente o são porque, como Jesus, agem como o Pai. “Tudo o que o Pai faz o Filho faz também.” (João 5.19)
O que os judeus também não sabiam é que além de Jesus ser o Filho de Deus, Ele veio dar esse mesmo direito e poder para os que creem nEle — de se tornarem filhos de Deus também. (João 1.12)
Pare para pensar nisso um momento. Ter o próprio Deus como seu Pai. Que implicações isso teria para:
  • sua vida?
  • seu senso de valor próprio?
  • suas necessidades econômicas?
  • sua saúde (veja o que Ele fez por aquele homem paralítico há 38 anos, que nem era filho)?
  • sua conduta? (Tudo o que o Pai faz, o Filho faz também.)
  • seu caráter?
  • seus direitos?
  • sua autoridade?
Somente um animal irracional, uma besta, não apreciaria o direito de se tornar filho de Deus. E é exatamente assim que muitas pessoas são, abestalhadas pela religião, emburrecidas por seus próprios argumentos furados.
Já os humildes de coração, os sinceros, conseguem apreciar isso e crer. E por isso recebem esse poder.
Se você crer, você pode se tornar filho de Deus agora, aí onde está.
E se você for filho d’Ele, você agirá como Ele. E terá tudo d’Ele.
Ó Pai, meu Pai, eu Te amo pelo privilégio de ser Teu filho, igual a Ti, um raiozinho da Tua luz aqui nessa Terra! Obrigado, Pai! Meu Pai! Kkkkkk

sábado, 18 de janeiro de 2014

Pare de se sabotar e dê a volta por cima

Este livro foi tão bom que eu tive dificuldades de escolher quais trechos colocar aqui sem transcrever o livro inteiro. Depois que me dei conta de que agia errado em muitas áreas da minha vida (e isso aconteceu há alguns anos) desenvolvi uma vontade quase obsessiva de me tornar uma pessoa melhor, e esse livro veio abraçar essa minha boa obsessão positiva. :-)
“Pare de se sabotar e dê a volta por cima” (The Flip Side), escrito pelo psicoterapeuta Flip Flippen (editora Sextante) foi uma grata surpresa. Se eu o julgasse pela capa, jamais levaria a sério. A edição brasileira ganhou uma capinha amarelona sem graça e eu realmente não estava acreditando no livro. Talvez até por isso o impacto do conteúdo tenha sido maior.
A ideia é mais ou menos a seguinte: as pessoas têm limitações que as impedem de alcançar seu potencial, e ele faz a lista das dez piores, que ele chama de “limitações fatais” e ensina a lidar com elas, partindo do princípio de que o ser humano é adaptável e que você pode muito bem mudar aquilo que se dispuser a mudar – o que é verdade. O engraçado é que muitas são vistas como características da personalidade da pessoa, e Flippen nos faz entender que aquilo não faz parte de você, é somente algo que está atrapalhando.
Depois da explicação (cheia de exemplos, o que facilita o entendimento) sobre uma limitação fatal, tem um testezinho com dez perguntas, para que você veja se tem aquela característica. Eu fiquei chocada, descobri que tenho mais limitações do que imaginava. Não gostei de saber que sou tão limitada…hahaha… O bom é que essa constatação vem com a explicação prática de como modificar o comportamento.
As dez limitações fatais são: À Prova de Balas (excessivamente confiante), Ostra (pouco autoconfiante), Docinho de coco (altruísta ao extremo, não sabe dizer não), Crítico (exigente, implicante ou rude demais), Iceberg (pouco afável), Catatônico (sem iniciativa), Rolo Compressor (excessivamente dominante), Tartaruga (resistente a mudanças), Vulcão (agressivo, raivoso), Rápido no Gatilho (pouco autocontrole, impulsivo), e dentro de cada uma delas, diversos comportamentos nocivos. Note que o objetivo aqui é se afastar dos extremos e tornar-se uma pessoa mais equilibrada. Se eu tivesse feito os testes antes de me tornar uma nova criatura, possivelmente teria alcançado a pontuação máxima em todas as características, exceto talvez Iceberg e Catatônico, embora tivesse um pouco dos dois. Aliás, todos temos um pouco de cada uma dessas limitações (e alguns têm muito…rs…), o importante é saber avaliar objetivamente o quanto elas têm nos atrapalhado de crescer.
“Ano após ano, provamos que as pessoas que decidem identificar e eliminar suas limitações pessoais se saem melhor do que aquelas que não tomam essa decisão. É uma questão de física: quanto menor o fardo que você carregar, mais longe irá.”
Não se agarre àquilo que lhe atrasa, por favor. Eu tenho verdadeiro pavor das palavrinhas “eu sou assim” ou “esse é meu jeito”. Quando alguém me diz isso, eu ouço: “Sei que isso me atrapalha, mas não estou disposto a mudar”. Confesso que sempre que digo alguma coisa assim, logo acende uma luzinha vermelha no meu nariz, para que eu veja com clareza e faça algo a respeito. O ser humano é uma massinha de modelar. Não é à toa que na Bíblia sejamos comparados ao barro, e Deus, ao Oleiro, que molda o barro para fazer um vaso bonitão. Imagina só se o barro disser: “Não! Eu sou assim! Esse é meu jeito!”. A gente tem de se deixar moldar.
“Não é possível consertar todos os movimentos ao mesmo tempo. É preciso se concentrar em um de cada vez. Você tem que identificar quais mudanças irão lhe trazer os maiores benefícios. É nisso que precisa trabalhar – no que mais está prejudicando você.”
Que bom que ele me avisou isso, porque eu já estava um tanto quanto desesperada, pensando “ e agora? Por onde começo?” Por outro lado, estava empolgada, porque descobri um monte de coisinhas em que posso melhorar. :-D
Dá uma certa dor ler coisas como “Uma das melhores maneiras de lidar com alguém que tem essa limitação é…” Você se enxerga naquela descrição e pensa: “Não! Eu não quero ser visto como uma pessoa que tem uma limitação!” É como se, sei lá, de repente eu não tivesse braços ou faltasse uma parte do meu cérebro e ele estivesse explicando às pessoas como ter paciência comigo e contornar minhas limitações para melhorar o relacionamento. “Peraê! Eu mesma me livro desses problemas!” Tendo a dizer, o que é uma reação melhor do que chorar e me lamentar pelas infinitas limitações. Aliás, tem isso também, o livro te ajuda a entender outras pessoas, ser mais tolerante e a ajudá-las!
“Todos influenciamos e exercemos efeito sobre os outros, para melhor ou para pior, e compreender por que fazemos o que fazemos é um ótimo começo para ajudar outras pessoas a darem uma guinada na vida.”
Falando sobre o tipo “Ostra”, a pessoa com pouca autoconfiança (e é incrível o fato de eu ter conseguido empatar a pontuação desse item com a do item anterior…como uma pessoa pode ser igualmente autoconfiante ao extremo e com pouca autoconfiança? Tudo depende da situação específica…achei o máximo poder lidar com duas limitações tão diferentes, me conhecer melhor e entender como me livrar delas) ele diz:
“No fim das contas, não importava que ele fosse talentoso ou uma pessoa boa; tudo se resumiu à sua incapacidade de encarar as dificuldades. Sua baixa autoconfiança acabou assumindo o controle e determinando o nível de sucesso que ele poderia alcançar.”
É muito forte isso! Sua baixa autoconfiança acabou assumindo o controle…tem noção do quão revoltante isso deveria ser para você? Como admitir que algo que não é você mesmo assuma o controle da sua vida? Um comportamento adquirido! Sim, porque você não nasceu assim! Pode ter adquirido esse comportamento nos primeiros anos da sua vida pelo modo com que foi criado, ou pela rejeição, mas não existe nenhum bebê recém-nascido com baixa autoconfiança! Você adquiriu esse comportamento e agora ele quer fazer as decisões por você! Mande ele passear, amigo!
Nem foi a limitação fatal que eu mais pontuei, mas vi muitas características que ainda identifico em mim e que talvez também te atrapalhem:
“Enquanto escrevo isto, me vêm à mente as lembranças de épocas difíceis da minha vida, quando eu vivia me martirizando. Todos devemos manter a humildade e a sensibilidade, mas não podemos deixar que esses pontos fortes se transformem em limitações.”
Vou passar aqui algo que ele sugere e que posso garantir que funciona porque tenho testado:
“Quando eu começar a ter pensamentos negativos sobre mim mesmo, vou passar a substituí-los por outros mais verdadeiros. Então, em vez de pensar: “Não acredito que derramei a garrafa de vinho nele…Fui tão distraída! Aposto que ele ficou mais chateado do que pareceu… Eu só estava tentando ajudar, e veja só o que fiz”, vou substituir por “Isso pode acontecer com qualquer um, e ele sabia que eu só estava tentando ajudar. Não há mais nada que eu possa fazer agora, por isso vou manter em mente que foi um jantar muito agradável.”
Àqueles que não sabem dizer não (oi!), ele diz:
“Certamente todos se lembram das instruções que a aeromoça ou o comissário de bordo dão, assim que entramos em um avião: “Em caso de emergência, máscaras de oxigênio cairão do compartimento superior. Ponha primeiro a máscara em você e só depois ajude quem estiver ao lado”. Há um motivo para que você ponha sua máscara primeiro: se estiver usando-a, poderá ajudar melhor àqueles com quem se preocupa. Imagino que você fica tão ocupado ajudando as outras pessoas que, de vez em quando, acorda e descobre que seu tanque de oxigênio está vazio. Então assegure-se de mantê-lo sempre cheio! Esse conselho pode parecer egoísta, mas não é.”
Ajudar pessoas é algo louvável e que a maioria das pessoas tem dificuldade de fazer, mas se não for feito com equilíbrio, causa o efeito contrário. Eu tenho essa vontade de ajudar todo mundo, o tempo todo. Se não cuidar, coloco a máscara de oxigênio em todos os passageiros do avião e morro asfixiada. Vamos aprender juntos a encontrar um equilíbrio? Percebi que o ponto central de encontrar esse equilíbrio é usar mais a cabeça do que o coração. Tenho de tomar muito cuidado para que minhas emoções não se abracem à minha vontade natural de ajudar e tomem o controle do barco à força.
Isso já me causou sérios problemas, quando eu me enfiava em encrencas para, na força do braço, tentar salvar as pessoas de situações que elas mesmas tinham criado. Não faça isso, por favor, não funciona. Às vezes a pessoa precisa ir para o fundo do poço para aprender a sair e mudar. Se todas as vezes você a resgatar, ela nunca irá aprender. Por isso é importante desenvolver essa sensibilidade (que apesar de se chamar “sensibilidade” não é emocional, é mais um “sensor”) para saber quando interferir e quando deixar. Só Deus pode nos ajudar a ter essa noção.
Outra coisa, vejo muita gente se engajar em um grupo de evangelização e esquecer de buscar por si, como se já tivesse chegado a um patamar que dispensa a necessidade de crescer mais, de aprender. Novidade para você: não existe esse patamar. Se você acha que não precisa mudar nada, é porque tem muito mais a mudar do que imagina. Você não pode dar o que não tem. Só pode compartilhar algo se tiver o suficiente para você.
“Nenhuma empresa pode superar as limitações pessoais de seus líderes. Ou seja, para minha empresa melhorar, eu preciso melhorar. É simples, porém profundo. Para permitir o crescimento de uma empresa, uma família, uma equipe ou uma organização, seus líderes precisam se comprometer a crescer.
 Flip diz:
“O casamento é, também, a união definitiva das limitações pessoais dos dois parceiros. Quando me casei com Susan, também me casei com as limitações pessoais dela – e, o que é pior ainda, ela se casou com as minhas.”
Olha aí, solteiros! Esqueçam aquele pensamento de que casar resolverá seus problemas! Não só não resolverá, como te trará novos problemas para acrescentar aos que você já tinha! Mais coisas com que lidar. Casar tem muitas vantagens, mas vem com um abacaxizinho para descascar, então use a cabeça na hora de escolher seu futuro marido ou sua futura esposa! É absolutamente necessário que você escolha bem!
Olha que legal:
“Você pode fazer a diferença. Porém, a primeira diferença que precisa fazer é em si mesmo. Esse é um ótimo ponto de partida e você nem precisa sair de casa para dar início a esse projeto.”
 Primeiro em você e depois nos outros, inevitavelmente.
“Em primeiro lugar, é preciso empreender uma busca sincera para descobrir quem somos e que rumo queremos seguir na grande jornada da vida. Em segundo lugar, é necessário ter uma disciplina considerável para de fato chegar lá, depois de saber para onde queremos ir. Embora pareça simples, muita gente não tem sucesso ao longo do caminho porque não quer ter o trabalho necessário para ir até o fim.”
Aí está a importância de pagar o preço. De estar disposto, sim, a sacrificar, a renunciar àquilo que tem te atrapalhado, jogar fora o peso.
“Você sabia que nascemos só com dois medos? Chegamos ao mundo com dois temores inatos: o medo de cair e o de ruídos altos. Todos os outros medos que temos na vida são adquiridos. Alguns temores são pela nossa segurança em um mundo altamente complexo e agitado, enquanto outros são aprendidos pelo caminho como reação a ameaças imaginárias ou perigos ocasionais que deixam de existir. Portanto, tudo o que foi adquirido pelo caminho pode ser deixado para trás quando quisermos.”
Gente, é muita, muita coisa. Eu lia e pensava em mim, mas também pensava em vocês. Tive vontade de comentar várias características que acredito que lhes ajudaria, e vou fazer isso em posts extras no meu blog no decorrer , mas não posso passar o livro todo, né?…hahaha…Então se você puder, adquira o livro. :-) 
Ah, esse livro tem em qualquer livraria, obviamente, mas eu comprei a versão digital, na Amazon. A leitura no computador (e no e-reader, que ganhei de presente de aniversário antecipado ,sobre o qual falarei em breve) para mim é um pouco mais lenta do que no papel, mas se você gostar, fica aí a sugestão. E como gostei muito do livro, vou comprar a versão física também, em uma livraria. Porque sou amiga da tecnologia, mas também sou um dinossauro que gosta de papel, de dobrar as pontinhas das páginas de carregar peso na bolsa…hahaha… Enfim, estou gostando do e-reader, mas existem prazeres que a tecnologia ainda não substitui totalmente.


PS: O mais interessante em todo este livro é o fato de que não é um livro cristão. O cara vive de dar treinamento para pessoas e empresas que querem melhorar – e funciona tanto que o trabalho dele é um sucesso. Agora pense, amiguinho que diz ser de Deus: se uma pessoa, por simples força de vontade, consegue mudar sozinha um comportamento nocivo, o que você não pode fazer com Deus, se O deixar agir?

O Despertar de Uma Paixão

Deixe-me começar dizendo que o titulo desse filme não tem nada a ver com a história. Ele definitivamente não tem nada de paixão, não sei porque traduziram assim…
Quando eu assisti esse filme quase sete anos atrás eu pensei que era bonzinho mas com certeza não do tipo que eu recomendaria. Porém uma de minhas amigas pediu que eu escrevesse uma resenha sobre ele e por isso eu decidi assistir novamente… assim, só pra refrescar a memória (como se eu precisasse de uma desculpa pra assistir filmes rsrs).
E olha, como eu mudei de ideia!
A história acontece em 1925 e é sobre uma mulher que rejeitou todos os pedidos de casamento que recebeu. Ela queria ser independente e aproveitar a vida o máximo que pudesse, até que a pressão por parte de seus pais ficou muito difícil de aguentar.
Ela então decide se casar com um doutor que se apaixonou por ela e a pediu em casamento na segunda vez que conversaram.
Ele a ama e quer ficar com ela.
Ela se casa com ele para sair da casa dos pais.
Você já consegue ver o final disso? Não vai dar certo né?
Esse é um dos filmes românticos mais lindos que já assisti. Não é nada parecido com esses filmes de jovens ou do tipo de romance superficial. Ele é sobre o amor verdadeiro e como ele nasce. E foi lindo assistir algo assim!
Ele mostra como o amor não é um sentimento mas na verdade uma decisão de se comprometer à outra pessoa, os esforços que você faz para conhecer a outra pessoa.
 Foi muito bacana!
Mas eu tenho que te dizer… tem uma coisa sobre esse filme que você não vai gostar muito (prepare o lencinho)… e não, eu não posso te contar o que é. Mas vale muito a pena assistir.
Ele te ensina sobre o verdadeiro amor, comprometimento, perdão e a importância de se ter e dar uma segunda chance, sem contar as lindas paisagens durante todo o filme.
Eu queria muito poder te contar mais, mas eu posso resumir tudo assim:

Quem Sou eu?

Gideão foi cheio de atitude quando respondeu ao Anjo do Senhor. Mas quando o Anjo lhe disse “Vai nessa tua força e livra a Israel!” já começaram as desculpas.
Falar é fácil.
Principalmente agora que estamos falando de revolta, de não aceitar os problemas etc. essas palavras estão nos nossos lábios e na cabeça das pessoas.
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O difícil é juntar ação às palavras.
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Como desculpas para não agir, Gideão disse que não era ninguém, que era o menor na sua casa, que sua família era a mais pobre. Mas vejamos:
  • Ele tinha um cabrito
  • Seu pai tinha pelo menos dois bois
  • Gideão tinha mais que dez servos (!), que lhe ajudaram derrubar o altar de Baal
  • Ele tinha lã, portanto tinha ovelhas também
  • Isso é o que sabemos pelo texto, mas provavelmente tinha mais coisas
A lição é esta:
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Nossas dúvidas e complexos nos fazem ver o tamanho do nosso problema mas ser cegos para nossas condições de resolvê-lo. Resultado? Parálise.
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Ao invés de buscar razões do porquê você não consegue isso ou aquilo, olhe para o que você tem e para Quem está com você. Não diga “Quem sou eu?” “Não tenho nada.” “O que eu posso fazer?”
Quem é você? Você é alguém que tem Deus com você.
O que você tem? Mais do que você pensa. Até o mendigo tem alguma coisa!
O que você pode fazer? Só você pode se limitar.

Adora o dinheiro, odeia o trabalho

Muita gente não gosta de trabalhar. Odeia esforço. Lembra daqueles colegas de escola que reclamavam, “Por quê tenho que estudar? Por quê tenho que ir a escola? Eu nunca vou usar isso…” Se você era aquele colega, me desculpe. Ou melhor, me desculpe nada, você entende ainda melhor o que estou falando. Pois bem.
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Tem gente que foge do trabalho.
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Essas mesmas pessoas são aquelas que querem ser ricas, alcançar seus sonhos, ter uma vida confortável, mas não estão dispostas a pagar o preço. Daí vem as ilusões: jogar na loteria, esperar por um governante messiânico que venha lhe salvar, orar a Deus para que Ele faça o que elas tem que fazer, culpar os outros pelos seus fracassos. E a vida nunca muda.
Como essas pessoas genuinamente crêem que é possível ter muito fazendo pouco, as vezes elas saem por aí anunciando e vendendo idéias baratas para os trouxas. “Ganhe dinheiro fácil.” “Perca peso sem fazer dieta.” “Fique rico trabalhando nas horas de folga.” “Jesus te ama, não precisa fazer sacrifício.” Esteja avisado.
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O que essas pessoas querem é que você seja como elas – derrotadas.
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Se você realmente quer mudar de vida, entenda que não se conquista muito fazendo pouco. Ou você abraça as lutas com garra e sede da vitória, ou aceita de uma vez sua situação de derrotado.
“Todos os homens que lamberem a água com a língua, como fazem os cachorros, devem ser separados dos que se ajoelharem para beber.” Jz 7.5

João 4: Ele se mistura com a gentalha



O ser humano é especialista em rivalidade. Brasileiros e argentinos. Ingleses e franceses. Americanos e russos. Capitalistas e socialistas. Nos negócios, na política, na cultura, no esporte, na ciência, na religião… Desde que Caim matou Abel, em toda parte há inimizade, competição e preconceito entre as pessoas.

Assim também era, e ainda hoje é, entre os judeus e samaritanos. Por que os judeus nem sequer falavam com os samaritanos? Porque os consideravam uma sub-raça, não judeus legítimos.
Os samaritanos eram uma mistura de gentios com judeus, fruto do cativeiro de Israel sob a Assíria por muitos anos. Tendo levado os israelitas ao exílio, o rei assírio enviou povos de todas as partes para habitar em Samaria. Assim, os samaritanos mesclaram a religião judaica com a pagã, chegaram a construir um templo no Monte Gerizim, em competição com o Templo em Jerusalém, dizendo que o lugar correto de adorar a Deus era ali. Na época de Neemias, quando este reparava as ruínas de Jerusalém, Sambalate se opôs veementemente e usou de toda artimanha para impedí-lo. Sambalate era samaritano.
Era com esse pano de fundo que a conversa entre o Senhor Jesus e a samaritana ocorreu lá no poço. Ele não era suposto a falar com ela, que além de samaritana, era mulher de muitos homens. Mas falou. Quebrou as regras. Naquele momento, ignorou a história da cidade e olhou para dentro daquela mulher com um passado duvidoso.
…um homem que me disse tudo o quanto tenho feito. – João 4.29
Jesus sabia tudo sobre aquela mulher. Tudo o que estava errado com ela. Mesmo assim lhe ofereceu uma nova vida, uma chance de começar tudo do zero, como um copo de água fria — ou melhor, uma fonte inesgotável — para um viajante no deserto.
O resultado? Em vez da rivalidade, houve salvação. Dela e de muitos na cidade a quem ela convidou para conhecer Jesus.
Se Deus não nos olha com preconceito, por que o faríamos com outras pessoas?
Você tem julgado alguém sem conhecer? Tem alimentado mágoa por algo passado? Tem falado mal de alguém porque ouviu alguém falar mal daquele alguém?
Está precisando dessa Água Viva que Jesus ofereceu à samaritana? Ela está disponível para você aí agora. Ela se chama Espírito Santo. Basta pedir!
Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida. — João 4.10

O anjo e o diabo

Lembra daqueles desenhos animados em que a personagem principal sempre tinha um diabo num ombro e um anjo no outro? Interessante que ambos tinham a mesma cara do personagem. O diabo era mau e incitava a personagem a fazer o que era mau. Já o anjo procurava influenciá-la para o bem, só que sempre perdia…
É mais ou menos assim que vivemos diariamente. A alma, que é o nosso coração enganoso e corrupto, faz esse papel de diabo. O espírito, que é o nosso intelecto, faz o papel do anjo. O espírito tinha de ser mais forte do que o coração, só que o coração é sempre mais atraente. Ele quer as coisas sem pensar nas consequências. Aquele bolo de chocolate que acabou de sair do forno vai lhe dar dor de barriga e lhe engordar aqueles 300 gramas que você perdeu na noite anterior, mas você escolhe ignorar a razão e comê-lo mesmo assim. Ô coração ruim!
Tudo que nos faz bem vem do espírito. Por exemplo: quando você determina que vai acabar algo que começou, é porque decidiu fazer a vontade do seu espírito. Quando você decide perdoar, olhar para frente, parar de chorar pelo leite derramado, se desligar daquela amizade que lhe faz mal… Dá para entender?
A decisão do espírito é muito forte e sempre nos traz um certo orgulho de nós mesmas, como se tivéssemos vencido uma batalha que normalmente é perdida. Aliás, essa é uma das consequências. Quando você faz a vontade do seu coração, você só aproveita na hora. Depois é só arrependimento…
Quando você faz a vontade do seu espírito, é como se você fosse mais forte do que pensava ser. O problema é que a maioria das pessoas não consegue fazer a vontade do espírito. Elas até querem, mas chega na hora de fazer, não conseguem. Essa é uma das consequências lá do Éden. Perdemos o domínio próprio. Demos ouvidos ao que era mau.
Foi por isso que Deus enviou o Seu Filho Jesus para nos salvar, pois com a nossa natureza descontrolada, estamos todos fadados ao inferno! Felizmente, aqueles que aceitam o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, e vivem de acordo com o Seus ensinamentos, acabam recebendo o Seu Espírito, que é Quem nos dá a força para pegar o nosso domínio próprio de volta das mãos do coração. Com o Espírito Santo, eu já não sou dominada pelo meu coração. Mas não é só isso, olha só Quem tem tudo o que sempre sonhamos ter!
“O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio [...] Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.” Gálatas 5:22-25
O Espírito Santo é o amor que muitos nunca conheceram. A alegria que muitos procuram mas nunca acham. A paz que muitos nunca tiveram…
Quando alimentamos o nosso próprio espírito, chegamos mais perto dEle.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dos livros ruins e das coisas que não dão certo

Obs. linda essa imagem!!
  Tenho alguns livros que eu sei que são bons, mas não fui muito esperta…poderia ter lido um certo enquanto arriscava outro duvidoso, como sempre faço…se o duvidoso não é bom, faço resenha do certo. Mas esta semana a inteligência passou longe e deu tchauzinho: li apenas os que não conhecia…e escolhi com um dedinho estragado. Mas aprendi alguma coisa.
Foram cinco livros. CINCO livros. E nenhum foi com a minha cara. Amo ler, vocês sabem, garimpar coisas boas nas águas turvas das bobliotecas, e não entendi o porquê de não ter feito uma escolha certa nos livros desta semana. O último me enganou de tal maneira que só ao chegar na metade percebi que ele estava me enrolando e ainda não tinha dito a que veio! Não dá. Se você leu 50% do livro e ele não saiu do lugar, alguma coisa está errada. Corri para espiar o final e percebi que nem lá a história evoluía. Dá uma certa frustração pegar um livro que você acha que seria bacana e descobrir que ele é ruim. Por outro lado, fechar um livro ruim reacende a esperança de encontrar um melhor. É um desafio. Você tem uma escolha a fazer: ou desanima, ou renova a esperança e persevera.
Quando algo te diz não, quando alguma coisa não dá certo, quando as coisas não saem exatamente do jeito que você esperava, as piores e mais improdutivas reações que você pode ter são: se desesperar, se entristecer e desistir. Não jogue a toalha! Pegue aquela frustração e a transforme em força, em revolta. Revolta contra a estação em que o trem errado te deixou. Revolta que traz uma vontade doida de pegar outro trem, ou de construir seu próprio trem, novos trilhos, e ir para o lugar em que já deveria estar. Quando você pega o caminho errado, ficar parado chorando ou reclamando não vai te levar para o lugar certo.
Não deu, é? Então agora é uma questão de honra. Faça o que tem de fazer. Insista. Tente outra vez. Um amigo te enganou? Você foi passado para trás? Não desista de fazer amigos por causa disso. Cometeu um erro? Se arrependa e faça o que é certo desta vez. Seu namorado te traiu? Alguém te decepcionou? Perdoe e siga adiante. Não deixe de acreditar nas pessoas.
Um livro é diferente do outro. Seria ridículo eu desistir de ler qualquer livro só por ter encontrado alguns ruins. Seria absurdo eu dizer que não quero mais ler por ter errado na escolha de TODOS os livros desta semana. Imagine se eu ficasse pensando em cada um daqueles livros…nas promessas que eles me fizeram, no quanto eu esperava deles, em quanto me decepcionei e no que eu gostaria de ter lido em cada uma daquelas páginas! Aquelas páginas traidoras!
Imagina se eu continuasse remoendo? Não conseguiria fazer mais nada! Não teria forças para pegar um novo livro, me arriscar em novas linhas, pensaria: “Ah, os livros são todos iguais!” E nunca mais teríamos resenha, porque eu passaria o ano inteiro desperdiçando todos os bons livros por estar apegada à lembrança dos maus. Me agarraria às experiências negativas, me fechando para as positivas (o que, convenhamos, é uma tremenda falta de inteligência). E não sei de quem tenho mais dó, se dos bons livros, que jamais seriam lidos, se de mim, que jamais leria um livro decente, ou se de vocês, que nunca mais teriam boas dicas…rs…
As experiências ruins servem como aprendizado, e só. Não são águas em que devemos nadar por muito tempo. Aliás, por tempo nenhum. Passou, não volte lá. Siga adiante. Não olhe para trás. Feche o livro, não se torture. Existem coisas melhores pela frente. Faça o que sabe que é o certo, mantenha sua esperança, sua fé, seus bons olhos, sua alegria. Não permita que nada lhe roube a alegria, nem suje seu coração. Sempre há uma nova chance, sempre há uma porta. Sempre há um novo livro, que pode ser aquele que vai te marcar para sempre, que pode ser aquele que te fará se lembrar do porquê de você amar tanto ler. Por isso, não desista.
O fato de parecer que quase tudo deu errado nas últimas semanas – nesta, principalmente – e que eu estava correndo contra o vento, não foi em vão. Quanto mais as coisas pareciam erradas, mais eu colocava, conscientemente, em prática o versículo de Hebreus 2:1 “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.” Desanimar também é se desviar das verdades ouvidas, assim como se desesperar, quando essas Verdades têm a ver com perseverança, força, certeza das coisas que se esperam – que é a definição de fé. Essa fé não comporta desistência e desânimo. Você pode até se chatear na hora, mas não alimenta esse sentimento. Você sabe que se estiver no caminho certo e não se desviar, não há possibilidade nenhuma de errar o destino.

O início de tudo

Continuação do post “Três em um"
Foi no Jardim do Éden que tudo começou. Nosso corpo foi feito do pó da terra, e recebemos tanto uma alma vivente quanto um espírito:
“Façamos o homem à Nossa imagem, conforme Nossa semelhança…” Gn 1:27
E naquele paraíso, tínhamos a Árvore da Vida. Qualquer coisa que acontecesse com o nosso corpo, era só comer dela e éramos curados. O plano original era que vivêssemos eternamente. Éramos puros e andávamos lado a lado com Deus, que também nos havia dado todo poder sobre a Terra. Os animais eram nossos amigos e toda natureza nos obedecia.
Só que havia uma outra árvore no meio do Éden. A árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus a colocou lá porque não fomos criados como robôs; sempre tivemos o direito de escolha – embora, na maioria das vezes, NÃO SAIBAMOS USAR ESSE DIREITO! Deus preveniu Adão e Eva logo no início:
“De toda a árvore do jardim, poderás comer; mas, da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gn 2:16,17
E como você já deve saber, o ser humano não ficou satisfeito com todo aquele paraíso e poder. Eva, nossa querida mãe Evinha, que gostaríamos de conhecer quando chegássemos lá no céu e agradecer pessoalmente pela maior perda da história da humanidade – foi quem deu o primeiro passo – que mancada, hein mulher?!!
Até então nossa trindade andava em harmonia perfeita. Qualquer coisa que acontecesse com o nosso corpo, era só comer da Árvore da Vida, e pronto. Nossa alma se sujeitava ao nosso espírito, ou seja, nossos sentimentos se sujeitavam à nossa mente, ao nosso intelecto, que se sujeitava à verdadeira razão de estarmos aqui: para honrarmos Aquele que nos criou à Sua semelhança. Você que é mãe sabe como é. Você tem um filho e todo o trabalho que tem para criá-lo é por um só objetivo: conquistar a honra de mãe. De um dia poder dizer: “Esse é o meu filho de quem eu me orgulho muito!” Só que nem sempre é assim… e Deus sabe muito bem como é…
Toda a natureza se revoltou contra o homem por causa disso, e eu entendo perfeitamente. Eu, que sou um ser humano, me revolto só de lembrar!!!!
Quando Adão e Eva desobedeceram as instruções de Deus sobre aquela árvore e comeram dela, toda aquela harmonia e pureza se foi, e o mal, que até então não tinha poder sobre o homem, pôde deitar e rolar… Agora adivinhe só qual dos três teve culpa no cartório: o corpo, a alma, ou o espírito? Qual deles levou Eva a dar ouvidos à serpente e duvidar do que Deus havia dito, e mais tarde manipular o seu marido a comer daquela maldita árvore? Qual deles levou Adão a se deixar ser manipulado por Eva? Hmm… vamos ver:
  • O corpo coitado, faz o que a gente manda – inocente.
  • O espírito é o pedacinho de Deus em nós, o perfeito raciocínio – seria impossível cair nessa história.
  • A alma… ah, a alma… duvidou do que Deus havia dito, ficou curiosa com as palavras da serpente, cobiçou o conhecimento maior, desejou ser igual a Deus, e desobedeceu. A alma não quis se submeter ao espírito por nenhum momento sequer, e… perdemos tudo num só momento.
Deus teve que removê-los do Jardim do Éden imediatamente antes que tomassem da Árvore da Vida e levassem aquela maldade, que não teria fim, pela eternidade. Imagine você que tipo de mundo seria esse se os maldosos permanecessem eternamente?
A primeira coisa que aconteceu quando Adão e Eva tomaram conhecimento do bem e do mal foi que viram suas diferenças. Houve separação entre homem e mulher. Ali nasceu toda a desigualdade, o preconceito e a discriminação do mundo. Depois, com o assassinato de Abel por parte de Caim seu irmão, filhos do casal, nasceu o ódio, a inveja, a mágoa, a culpa, e por aí vai. Ao ponto do homem se afastar de Deus completamente. Era tanta maldade no mundo que nem mais reconheciam de onde vinham! Leia só o livro de Gênesis. Injustiça gera injustiça, não merece eternidade.
O ser humano perdeu a semelhança com o Pai.
Já houve estudos confirmando que o nosso corpo é para durar eternamente mas não sabem por que cargas d’água ele envelhece. Eu sei o porquê. Se com os poucos anos que temos, já é difícil manter nosso coração sob o controle do nosso espírito, imagine eternamente? Eu, hein! Eu não vejo a hora de estar com o Pai!
A nossa luta contra o coração maligno, que depois do Éden se tornou o nosso inimigo número um, é constante, é diária, e poucos sabem disso. Por isso, o mundo vive no mal e só vai piorando. Precisamos fortalecer nosso espírito para não ser mais um fruto dessa maldição… Jesus veio para nos salvar dela e deixar o Seu Espírito para ajudar o nosso espírito a ser mais forte que o nosso coração.
Nessa sexta-feira, falaremos mais a respeito.
P.S. Só uma pequena observação: foi a serpente que falou com Eva. Sinceramente, O QUE ELA TINHA NA CABEÇA para estar andando com um animal tão manipulador e sedutor, com tantos outros animais fortes, bonitos e fofinhos no Jardim? Já dá para ver por que o espírito dela não estava tão forte quanto deveria – olha que tipo de amizade Eva tinha!