“Eu vou lavar a sua boca com sabão!” – foi a ameaça que eu escutei na primeira vez que ousei falar um palavrão na minha vida. Em poucos segundos eu senti aquela sensação de ardor, a mesma de quando caia shampoo nos meus olhos, e aquele gosto amargo horrível queimando minha garganta.
Nunca me esqueci daquela ameaça ☹.kkkkkkkkkkkkkkkkk
Claro que muitas vezes, quando ficava nervosa por alguma coisa – principalmente quando meu Irmãome fazia a vida impossível – vinha uma vontade danada de gritar alguma coisa feia, mas nesses momentos, imediatamente vinha a minha cabeça aquela frase da minha mãe, e isso brecava a minha língua.
Sinceramente, creio que se fossemos usar este método hoje em dia, a bolsa de valores das indústrias de sabão subiria rapidinho! Uii, faltaria sabão suficiente para tanta boca suja.Nunca me esqueci daquela ameaça ☹.kkkkkkkkkkkkkkkkk
Claro que muitas vezes, quando ficava nervosa por alguma coisa – principalmente quando meu Irmãome fazia a vida impossível – vinha uma vontade danada de gritar alguma coisa feia, mas nesses momentos, imediatamente vinha a minha cabeça aquela frase da minha mãe, e isso brecava a minha língua.
Mas deixando o sabão de lado, e analisando a minha própria história, na verdade o problema não estava fora, como muitas vezes pensamos – “ah, é porque meu filhinho escuta aquelas pestes dos amiguinhos da escola falando palavrão e repete!” Ou… “Ihhh, tadinha, ela escutou isso na música e nem sabe o que está falando.” Serve de algo ficar tentando limpar a barra, quando na verdade o problema já está dentro?
É, essa era a verdade a meu respeito: o palavrão estava ali, dentro de mim, só ficava reprimido, bem escondido por medo do sabão.
O certo é que diante de várias circunstâncias os seus ensinamentos poder servir de “freio” para certas atitudes erradas, mas hoje vejo a importância de instruir os nossos filhos sobre o por quê de cada reação que eles têm, diante de determinadas situações – uma maneira de fazê-los enfrentarem suas próprias emoções.
Para que isso seja possível, você como mãe precisa estar atenta. A maioria das vezes os filhos não se deixam conhecer assim, de mão beijada. Você precisa se interessar, insistir, vasculhar, e nessa batalha incansável acabará encontrando uma maneira de irromper no mundo deles. Eles abrirão uma pequena fresta (uma palavra, um olhar, um suspiro), e essa será a hora exata de ajuda-los a entender todo esse turbilhão de sentimentos que acumulam, mas não expressam.
Para que essa hora chegue, você precisa estar presente…e sem uma barra de “sabão de quadro” na mão ☺.

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